Zika vírus

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Zika vírus


O vírus Zika é um arbovírus. Arbovírus são os vírus
transmitidos por picadas de insetos, especialmente mosquitos. A doença
pelo vírus Zika apresenta risco superior a outras arboviroses, como dengue, febre
amarela e chikungunya, para o desenvolvimento de complicações
neurológicas, como encefalites, Síndrome de Guillain Barré e outras
doenças neurológicas. Uma das principais complicações é a microcefalia. A
doença inicia com manchas vermelhas em todo o corpo, olho vermelho, pode causar
febre baixa, dores pelo corpo e nas juntas, também de pequena intensidade

O transmissor (vetor) do Zika vírus é o mosquito Aedes aegypti,
que precisa de água parada para proliferar, portanto, o período do ano com
maior transmissão são os meses mais chuvosos de cada região, épocas quentes e
úmidas. No entanto, o cuidado com a higene e a conscietização de não deixar
água parada em nenhum dia do ano são fundamentais, tendo em vista que os ovos
do mosquito podem sobreviver por um ano até encontrar as condições propícias
para desenvolvimento.


O mosquito Aedes Aegypti é o mesmo mosquito que transmite a
dengue, a chikungunya e a febre amarela.

Todos os sexos e faixas etárias são igualmente suscetíveis
ao vírus Zika, porém mulheres grávidas e pessoas mais velhas têm maiores riscos
de desenvolver complicações da doença. Esses riscos aumentam quando a pessoa
tem alguma doença crônica, como diabetes e hipertensão, mesmo tratada.


Zika Vírus tem cura?

A infecção por Zika Vírus na maioria dos casos é uma doença
branda e tem cura espontânea depois de 10 dias. As principais complicações são
neurológicas e devem ser tratadas caso a caso, conforme orientação médica. Todo
o tratamento é oferecido, de forma integral e gratuita, pelo Sistema Único de
Saúde (SUS).

A febre por vírus Zika é descrita como uma doença febril
aguda, autolimitada, com duração de três a sete dias, geralmente sem
complicações graves. Porém há registro de mortes e manifestações neurológicas,
além de causar a microcefalia.


Como ocorre a
transmissão do Zika Vírus?


Existem três formas principais de transmissão do Zika Vírus:


Transmissão pela picada do mosquito Aedes Aegypti.
Transmissão sexual.
Transmissão de mãe para o feto durante a gravidez 

No caso do feto ser infectado durante a gestação, este pode
desenvolver lesões cerebrais irreversíveis e ter comprometida,
definitivamente, toda a sua estrutura em formação. As doenças
neurológicas, especialmente nas crianças com a doença congênita (infectados no
útero materno), têm sequelas de intensidade variável, conforme cada caso.

O comprometimento nesses casos é tão importante que algumas
crianças, ao nascerem, têm microcefalia, uma deformação dos ossos do
cabeça, sinal do não crescimento adequado do encéfalo (cérebro). 

Não há evidências de transmissão do vírus Zika por meio do
leite materno, assim como por urina e saliva.


Quais são os
sintomas do Zika Vírus
?

Os sintomas mais comuns associados ao vírus Zika são:

“Vermelhão” em todo o corpo com muita “coceira” depois de
alguns dias.

Febre baixa, muitas vezes não sentida.

Conjuntivite (olho vermelho) sem secreção.

Mialgia e dor de cabeça.

Dor nas juntas.

Todos os sintomas são de intensidade de leve a moderada.


Como é feito o
tratamento do Zika Vírus
?

O tratamento do Zika Vírus é feito de acordo com os
sintomas, com o uso de analgésicos, antitermicos e outros medicamentos
disponíveis em qualquer unidade pública de saúde para controlar a febre e a
dor. No caso de sequelas mais graves, como doenças neurológicas, deve
haver acompanhamento médico para avaliar o melhor tratamento a ser aplicado. As
sequelas são tratadas em centros multi-profissionais especializados, como os
Centros Especializados de Reabilitação (CERS).

Caso apresente algum sintoma suspeito, é fundamental
procurar um profissional de saúde para o correto diagnóstico e prescrição dos
medicamentos. Importante lembrar que o Ministério da Saúde não recomenda, em
hipótese alguma, a auto-medicação.


Como é feito o
diagnóstico do Zika Vírus
?

O diagnóstico do Zika Vírus é clínico e feito por um médico.
O resultado é confirmado por meio de exames laboratoriais de sorologia e de
biologia molecular ou com o teste rápido, usado para triagem. A sorologia
é feita pela técnica MAC ELISA, por PCR e teste rápido. Todos os exames estão
disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS).

Os recém-nascidos com suspeita de comprometimento
neurológico necessitam de exames de imagem, como ultrassom, tomografias ou
ressonância magnética. Em caso de confirmação do Zika Vírus a notificação
deve ser feita ao Ministério da Saúde em até 24 horas.


Como prevenir o Zika
Vírus
?

As medidas de prevenção e controle são semelhantes aos da
dengue e chikungunya. A melhor forma de prevenção, e a mais eficaz de
todas elas, é evitar a proliferação do mosquito Aedes Aegypti, eliminando água
armazenada que podem se tornar possíveis criadouros, como em vasos de plantas,
lagões de água, pneus, garrafas pláticas, piscinas sem uso e manutenção, e até
mesmo em recipientes pequenos, como tampas de garrafas e pratos de plantas.

Atualmente ainda não há vacina disponível contra o Vírus
Zika. Por isso, é essencial que a população faça a sua parte. Se cada um agir
corretamente e tomar todos os cuidados possíveis diários para evitar criadouros
do mosquito Aedes Aegypti, é possível evitar o Zika Vírus, a microcefalia, a
febre amarela, a dengue e a chikungunya. Se você agir e fizer sua parte, é
possível evitar!

Prevenção domiciliar

Deve-se reduzir o número de mosquitos por meio da eliminação
de criadouros, sempre que possível, ou manter os reservatórios e qualquer local
que possa acumular água totalmente cobertos com telas/capas, impedindo o acesso
das fêmeas grávidas do mosquito Aedes Aegypti. De forma complementar, deve ser
realizada a proteção individual com uso de repelentes pela população.

Pode-se utilizar também roupas que minimizem a exposição da
pele, proporcionando alguma proteção contra as picadas dos mosquitos, principalmente
durante o dia, período que são mais ativos.


Prevenção na
comunidade


As ações realizadas pelos programas locais de controle das
doenças transmitidas pelo Aedes Aegypti são fundamentais para a prevenção das
arboviroses. Estas ações, além de reduzirem o número de mosquitos na
comunidade, interferem na probabilidade de um ser humano que está com o vírus
circulante em seu sangue (viremia) servir como fonte de alimentação sanguínea e
de infecção para Aedes aegypti e Aedes albopictus, levando a
transmissão para uma outra pessoa e propagando, assim, a circulação viral na
comunidade.

Deve-se ressaltar a importância da atuação ativa de toda a
população para se evitar possíveis criadouros em suas residências, escolas e
ambientes de trabalho, somando esforços com as atividades de rotinas dos
programas municipais e estaduais.

Cuidados - público em geral

Prevenção/Proteção

Utilize telas em janelas e portas, use roupas compridas –
calças e blusas – e, se vestir roupas que deixem áreas do corpo expostas,
aplique repelente nessas áreas.

Fique, preferencialmente, em locais com telas de proteção,
mosquiteiros ou outras barreiras disponíveis.

Pratique sexo seguro

Cuidados

Caso observe o aparecimento de manchas vermelhas na pele,
olhos avermelhados ou febre, busque um serviço de saúde para atendimento.

Não tome qualquer medicamento por conta própria.

Procure orientação sobre planejamento reprodutivo e os
métodos contraceptivos nas Unidades Básicas de Saúde.

Informação

Utilize informações dos sites institucionais, como o do
Ministério da Saúde e das Secretarias de Saúde.

Se deseja engravidar: busque orientação com um profissional
de saúde e tire todas as dúvidas para avaliar sua decisão.

Se não deseja engravidar: busque métodos contraceptivos em
uma Unidade Básica de Saúde.

Cuidados - gestantes

Prevenção/Proteção

Utilize telas em janelas e portas, use roupas compridas –
calças e blusas – e, se vestir roupas que deixem áreas do corpo expostas,
aplique repelente nessas áreas.

Fique, preferencialmente, em locais com telas de proteção,
mosquiteiros ou outras barreiras disponíveis.

Pratique sexo seguro

Cuidados

Busque uma Unidade Básica de Saúde para iniciar o pré-natal
assim que descobrir a gravidez e compareça às consultas regularmente.

Vá às consultas às consultas uma vez por mês até a 28ª
semana de gravidez; a cada quinze dias entre a 28ª e a 36ª semana; e semanalmente
do início da 36ª semana até o nascimento do bebê.

Tome todas as vacinas indicadas para gestantes.

Em caso de febre ou dor, procure um serviço de saúde. Não
tome qualquer medicamento por conta própria.

Informação

Se tiver dúvida, fale com o seu médico ou com um
profissional de saúde.

Relate ao seu médico qualquer sintoma ou medicamento usado
durante a gestação.

Leve sempre consigo a Caderneta da Gestante, pois nela
consta todo seu histórico de gestação.

Cuidados - recém-nascido

Proteger o ambiente com telas em janelas e portas, e
procurar manter o bebê com uso contínuo de roupas compridas – calças e blusas.

Manter o bebê em locais com telas de proteção, mosquiteiros
ou outras barreiras disponíveis.

A amamentação é indicada até o 2º ano de vida ou mais, sendo
exclusiva nos primeiros 6 meses de vida.

Caso se observem manchas vermelhas na pele, olhos
avermelhados ou febre, procurar um serviço de saúde.

Não dar ao bebê qualquer medicamento por conta própria.

Informação

Após o nascimento, o bebê será avaliado pelo profissional de
saúde na maternidade. A medição da cabeça do bebê (perímetro cefálico) faz
parte dessa avaliação.

Além dos testes de Triagem Neonatal de Rotina (teste de
orelhinha, teste do pezinho e teste do olhinho), poderão ser realizados outros
exames.

Leve seu bebê a uma Unidade Básica de Saúde para o
acompanhamento do crescimento e desenvolvimento conforme o calendário de
consulta de puericultura.

Mantenha a vacinação em dia, de acordo com o calendário
vacinal da Caderneta da Criança.

Cuidados - recém-nascido com microcefalia

Proteger o ambiente com telas em janelas e portas, e
procurar manter o bebê com uso contínuo de roupas compridas – calças e blusas.

Manter o bebê em locais com telas de proteção, mosquiteiros
ou outras barreiras disponíveis.

A amamentação é indicada até o 2º ano de vida ou mais, sendo
exclusiva nos primeiros 6 meses de vida.

Caso se observem manchas vermelhas na pele, olhos
avermelhados ou febre, procurar um serviço de saúde.

Não dar ao bebê qualquer medicamento por conta própria.

Leve seu bebê a uma Unidade Básica de Saúde para o
acompanhamento do crescimento e desenvolvimento conforme o calendário de
consulta de puericultura.

Mantenha a vacinação em dia, de acordo com o calendário
vacinal da Caderneta da Criança.

Informação

Além do acompanhamento de rotina na Unidade Básica de Saúde,
seu bebê precisa ser encaminhado para a estimulação precoce.

Caso o bebê apresente alterações ou complicações
(neurológicas, motoras ou respiratórias, entre outras), o acompanhamento por
diferentes especialistas poderá ser necessário, a depender de cada

caso.

Quem foi infectado pelo zika vírus pode ter a doença de
novo?

Outros vírus parecidos com o Zika geram imunidade para a
vida inteira. Quem já teve dengue pelo vírus 1, por exemplo, não voltará a ter
pelo mesmo vírus. O mesmo acontece com a febre amarela. Porém, ainda não há
estudos suficientes para afirmar isso em relação ao vírus Zika.

Zika x microcefalia

O aumento de casos de microcefalia em bebês,
relacionada ao vírus Zika, está preocupando as gestantes. O risco maior foi
identificado nos primeiros três meses de gravidez, mas as investigações sobre o
tema continuam para esclarecer questões como a transmissão desse agente, a sua
atuação no organismo humano, a infecção do feto e período de maior
vulnerabilidade para a gestante. Os casos de microcefalia reforçam ainda mais a
importância dos cuidados para eliminação do mosquito Aedes Aegypti. 

























































































































































































 


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