Hormônios tireoidianos

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Tiroxina T4


Como funciona a
tireoide
?

A tireoide é uma glândula em forma de borboleta, que se
localiza na base do pescoço. A tireoide capta o iodo consumido nos alimentos e
o junta a um aminoácido chamado tirosina para criar dois hormônios, conhecidos
como triiodotironina (T3) e tiroxina (T4).

O T3 e o T4 sintetizados pela tireoide são lançados na
corrente sanguínea, onde irão atuar em todas as células do nosso organismo,
regulando o metabolismo das mesmas, ou seja, ditando o modo como as células
irão transformar oxigênio, glicose e calorias em energia.

Quando a tireoide produz muito T3 e T4, nosso metabolismo
acelera.
Quando a tireoide produz pouco T3 e T4, o nosso metabolismo
se torna mais lento.

Em geral, do total de hormônios produzidos pela tireoide,
80% são T4 e 20% são T3. Apesar de ser produzido em menor quantidade, o T3 é um
hormônio muito mais potente que o T4, sendo a sua concentração sanguínea a
responsável direta por ditar o ritmo do metabolismo do corpo.

O T4 é, na verdade, um pró-hormônio, ou seja, um precursor
do T3. 80% do T4 lançado na corrente sanguínea, ao chegar em órgãos ou tecidos,
como fígado, rins, baço, músculos ou gordura é transformado em T3 para
utilização das células.

Portanto, o T3 é efetivamente o hormônio tireoidiano que age
no nosso organismo, tendo sua origem predominantemente no T4 circulante. Apenas
uma pequena parcela do T3 atuante é diretamente produzida pela tireoide.



A triiodotironina, o famoso T3 e a tiroxina, como
também é conhecido o T4, são hormônios da tireoide, que agem
praticamente em tudo quanto é canto.


1 – No Intestino

Em níveis normais: reforçam a ação das catecolaminas,
que podem interferir no funcionamento do intestino. Os rins também são
influenciados.



Hipotireoidismo: o intestino fica mais lento e a pessoa sofre com prisão
de ventre. Os rins passam a filtrar os líquidos lentamente e o indivíduo urina
menos.



Hipertireoidismo: o funcionamento do intestino se acelera, provocando um
número maior de evacuações. A pessoa também urina mais vezes.


2 -  No Cérebro

Em níveis normais: são essenciais para o
desenvolvimento e a manutenção do sistema nervoso central. Também potencializam
a ação das catecolaminas (hormônios produzidos pelas adrenais, que podem agir
como neurotransmissores).



Hipotireoidismo: pode ocasionar depressão, dificuldades com a memória,
lentidão de movimentos, de raciocínio e de fala. Pode haver inchaço e queda das
pálpebras superiores.



Hipertireoidismo: irritabilidade, nervosismo, ansiedade, agitação,
insônia, aumento da velocidade e amplitude dos movimentos e tremores. Há casos
de retração das pálpebras.


3 -  No Coração

Em níveis normais: interferem nos batimentos cardíacos
e agem no mecanismo conhecido como débito cardíaco (quantidade de sangue
bombeada pelo coração a cada minuto), assegurando o fornecimento suficiente de
oxigênio aos tecidos.



Hipotireoidismo: diminuição da freqüência cardíaca, da força e velocidade
de contração do coração e do débito cardíaco.



Hipertireoidismo: taquicardia e arritmias.


4 - Músculos e ossos

Em níveis normais: regulam a síntese de proteínas na
célula, essencial para o crescimento e desenvolvimento dos músculos e da massa
óssea.



Hipotireoidismo: a menor produção de proteínas pelo organismo pode
desencadear fraqueza, dores musculares, cãibras e diminuição da massa óssea. Há
queda de cabelo, as unhas ficam quebradiças e a pessoa fica
"inchada", com dificuldade de contração e de relaxamento muscular.



Hipertireoidismo: os hormônios queimam proteínas em excesso, causando os
mesmos sintomas do hipotireoidismo.


5 - Temperatura
corporal

Em níveis normais: regulam a geração de calor por meio
de sua ação no metabolismo e no consumo de oxigênio.



Hipotireoidismo: um metabolismo energético mais lento abaixa a temperatura
corporal. A diminuição da circulação cutânea para manter o calor corporal torna
a pele fria e intolerante ao frio.



Hipertireoidismo: acelerado, o metabolismo eleva a temperatura. Com a
dilatação dos vasos para dissipar o calor, a pele fica quente e a pessoa
costuma suar muito, mesmo em dias pouco.


6 – Peso

Em níveis normais: regulam o metabolismo energético, ou
seja, a transformação dos nutrientes (especialmente a glicose) em energia para
manter as funções vitais e para a atividade física.



Hipotireoidismo: o metabolismo energético trabalha devagar, ocasionando um
menor gasto de energia e o aumento de peso. Mas a pessoa engorda principalmente
por causa do acúmulo de mucopolissacarídeos (cadeias de açúcar usadas na
construção de tecidos), que associados à retenção de água produzem inchaço.



Hipertireoidismo: acelera o metabolismo, levando a um maior gasto de
energia e perda de peso, apesar do aumento de apetite.


7 – Reprodução

Em níveis normais: O T3 e o T4 interagem com os
hormônios da hipófise e do aparelho reprodutor, ajudando a manter as funções
reprodutivas em ordem.



Hipotireoidismo: ocasiona irregularidade na menstruação, infertilidade e
diminuição da libido.

Hipertireoidismo: também causa irregularidade na menstruação e
infertilidade, mas aumenta a libido.


Conclusão

O diagnóstico de hipotireoidismo e hipertireoidismo, sejam
eles clínicos ou subclínicos, é feito na maioria dos casos apenas com dosagem
dos níveis de TSH e T4 livre. Eventualmente, os níveis de T3 livre podem ser
solicitados em casos mais complexos.

A dosagem de anticorpos contra a tireoide, como o Anti-TPO,
anti-tireoglobulina e TRAb são abordados em um artigo à parte, que pode ser
acessado neste link: ANTICORPOS CONTRA TIREOIDE: anti-TPO, TRAb e
anti-tireoglobulina























































 


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