Contagem de linfócitos B(CD19), T(CD3). CD4, CD8

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Contagem de
linfócitos


Os linfócitos são um tipo de célula de defesa do organismo,
também conhecidos como glóbulos brancos, que são produzidos em maior quantidade
quando existe uma infecção, sendo, por isso, um bom indicador do estado de
saúde do paciente.

Normalmente, o número de linfócitos pode ser avaliado
através do exame de sangue, sendo que quando estão aumentados, geralmente, é
sinal de uma infecção e, por isso, é recomendado consultar um clínico geral
para diagnosticar o problema e iniciar o tratamento adequado.

Linfócitos são um dos diversos tipos de células de
defesa do organismo e pertencem a um grupo de células chamadas de leucócitos ou
glóbulos brancos. Essas células são produzidas na medula óssea e defendem o
organismo contra doenças, infecções ou alergias. Os linfócitos,
especificamente, costumam ser aumentados quando há alguma infecção e sua
quantidade serve como um indicativo para diversas doenças, como gripe, alergia, toxoplasmose,
rubéola, leucemia e até mesmo HIV.

Normalmente o resultado dos linfócitos vem discriminado
junto com os leucócitos no hemograma completo. Quando o médico desconfia que o
paciente está com uma alguma infecção grave ou talvez uma doença autoimune, ele
pode pedir o exame mais detalhado dos leucócitos, discriminando também o
percentual de linfócitos dentro desse exame.

Os linfócitos são divididos em duas categorias, os
linfócitos B e T. Os primeiros atacam os antígenos, enquanto os segundos
defendem o organismo quando suas próprias células de defesa são infectadas. Os
linfócitos T englobam dois tipos, os CD4 e CD8. Eles têm um exame específico,
já que normalmente são alterados quando a pessoa está com HIV, mas não só
nesses casos.

Como a amostra é
obtida para o exame
?

O exame para verificar a quantidade de leucócitos no sangue
é obtido através de um hemograma comum (exame de sangue).

Valores de
referência

Normalmente os exames de contagem diferencial de leucócitos
contam como resultado normal quando os linfócitos estão entre 20 e 40%. No
entanto, é importante ressaltar que a quantidade normal de linfócitos e dos
outros glóbulos brancos varia conforme idade e sexo da pessoa, também, alguns
laboratórios podem utilizar formas de mensurar diferentes, fazendo com que os
valores possam variar um pouco.


Linfócitos alterados

Os valores normais de referência dos linfócitos são entre
1000 a 5000 linfócitos por mm³ de sangue, que representa de 20 a 50% na
contagem relativa, podendo variar de acordo com o laboratório em que o exame é
feito. Quando os valores estão acima ou abaixo do valor de referência é
caracterizado um quadro de linfocitose ou linfopenia, respectivamente.

Linfócitos altos

Exames com linfócitos aumentados, ou seja, acima de 40% da
contagem de leucócitos, podem significar que o paciente está com alguma
infecção bacteriana crônica ou infecção viral (como mononucleose, caxumba
ou sarampo). Além disso, ela pode indicar problemas mais sérios como:

A quantidade de linfócitos acima dos valores de referência
recebe o nome de linfocitose e normalmente está relacionado a processos
infecciosos. Assim, as principais causas de linfócitos altos são:

Infecções agudas, como mononucleose, poliomielite, sarampo,
rubéola, dengue ou coqueluche, por exemplo;

Infecções crônicas, como tuberculose, malária;

Hepatite viral;

Hipertireoidismo;

Anemia perniciosa, que é caracterizada pela deficiência
de ácido fólico e vitamina B12;

Intoxicação por benzeno e metais pesados;

Diabetes;

Obesidade;

Alergia.

Além disso, o aumento no número de linfócitos também pode
acontecer devido a situações fisiológicas, como por exemplo gestantes e
lactentes, além de carências nutricionais, como deficiência de vitamina C, D ou
cálcio.

No entanto, é preciso a avaliação do médico e busca por
outros sintomas para determinar exatamente o que o paciente com linfócitos
aumentados tem.

Linfócitos baixos

A quantidade de linfócitos abaixo dos valores de referência
recebe o nome de linfopenia e normalmente é relacionada com situações
envolvendo a medula óssea, como anemia aplástica ou leucemia, por exemplo. Além
disso, a linfopenia também pode ser sinal de doenças auto-imunes, em que o
próprio organismo atua contra o sistema imunológico de defesa, como o lúpus
eritematoso sistêmico, por exemplo (LES).

A linfopenia ainda pode acontecer devido à AIDS, terapia com
drogas imunossupressoras ou tratamento quimioterápico ou radioterápico, doenças
genéticas raras, ou ser consequência de situações de estresse, como
pós-operatório e sobrecarga corporal, por exemplo.

Exames com linfócitos baixos, ou seja, abaixo de 20% da
contagem de leucócitos, podem significar:

Danos à medula óssea, que podem ser causados pela quimioterapia ou
tratamentos com radiação

Infecções como HIV, tuberculose ou hepatite

Leucemia

Infecções severas, como a sepse

Alguma doença autoimune, como lúpus ou artrite reumatoide.

No entanto é preciso a avaliação do médico e busca por
outros sintomas para determinar exatamente o que o paciente com linfócitos
baixos tem.


O que são linfócitos
atípicos
?

Linfócitos atípicos são linfócitos que apresentam forma
variada e que surgem normalmente quando há infecções, principalmente infecções
virais, como a mononucleose, herpes, AIDS, rubéola e varicela. Além do
aparecimento nas infecções virais, os linfócitos atípicos podem ser identificados
no hemograma quando há uma infecção bacteriana, como a tuberculose e a sífilis,
infecção por protozoários, como a toxoplasmose, quando há hipersensibilidade a
drogas ou nas doenças auto-imunes, como no lúpus. 

Normalmente a quantidade desses linfócitos volta ao normal
(valor de referência dos linfócitos atípicos é 0%) quando o agente causador da
infecção é eliminado.

Esses linfócitos são considerados linfócitos T ativados que
são produzidos em resposta aos linfócitos do tipo B infectados e desempenham as
mesmas funções que os linfócitos típicos na resposta imune. Os linfócitos
atípicos são geralmente maiores que os linfócitos normais e forma variável.

Quando o exame é pedido

A contagem de leucócitos ou a contagem diferencial de
leucócitos normalmente são pedidas como parte do hemograma (exame de sangue
simples). Ele pode ser pedido para verificar o estado de saúde geral do
paciente, para monitorar a recuperação de doenças, entre diversas outras
razões.

Contraindicações

Não existem contraindicações expressas para o exame de
linfócitos. No entanto, o médico pode dizer se você está apto a fazer o teste
ou não.

Pré-requisitos para fazer o exame

Na maioria das vezes não é necessário ter nenhum preparo
para fazer este exame. Contudo, antes de sua realização é importante informar
os remédios que você faz uso regularmente, uma vez que algumas drogas podem
alterar o resultado do exame. Como os leucócitos são colhidos durante o hemograma,
caso o médico esteja tentando avaliar outras condições de saúde pode ser
solicitado um período de jejum - que será informado pelo profissional.

Como é feito

O exame de contagem de leucócitos é feito durante o
hemograma completo, que é realizado por um profissional de saúde em um hospital
ou laboratório da seguinte forma:

Com o paciente sentado, é amarrado um elástico em volta do
seu braço para interromper o fluxo de sangue. Isso faz com que as veias fiquem
mais largas, ajudando o profissional a acertar uma delas

O profissional faz a limpeza com álcool da área do braço a
ser penetrada pela agulha

A agulha é inserida na veia. Esse procedimento pode ser
feito mais de uma vez, até que o profissional de saúde acerte a veia e consiga
retirar o sangue

O sangue coletado na seringa e colocado em um tubo

O elástico é removido e uma gaze é colocada no local em que
o profissional inseriu a agulha, para impedir qualquer sangramento. Ele ou ela
pode fazer pressão sobre o local para estancar o sangue

Uma bandagem é colocada no local.

Tempo de duração do exame

O hemograma completo, assim como a contagem dos leucócitos,
leva poucos minutos para ser realizado. O resultado do exame será
disponibilizado de acordo com os padrões do laboratório.

Recomendações pós-exame

Não há recomendações especiais após o exame. No entanto, se
o paciente ficou em jejum por fazer o teste junto com outros, é indicado que o
paciente se alimente após a coleta, antes de retomar suas atividades
cotidianas.

Periodicidade do exame

A periodicidade do exame de linfócitos dependerá muito da
indicação do médico e de que tipo de condição ele está monitorando.

Grávida pode fazer?

Não há contraindicações para a realização de linfócitos
durante a gravidez, lembrando que a interpretação dos resultados só poderá ser
feita pelo médico.

Possíveis complicações

Os riscos envolvidos na realização de um hemograma, e
consequentemente da contagem de leucócitos e do exame de linfócitos, são raros.
No máximo, pode haver um hematoma no local em que o sangue foi retirado. Em
alguns casos, a veia pode ficar inchada após a amostra de sangue ser recolhida
(flebite), o que pode ser revertido fazendo compressas mornas várias vezes ao
dia.

Pessoas que utilizam medicamentos anticoagulantes ou têm
problemas de coagulação podem apresentar um sangramento contínuo após a coleta.
Nesses casos, é importante informar o profissional de saúde do problema antes
da coleta.



































































































































 


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