Cálcio no soro, Calcemia

Publicado em


Cálcio no soro,
Calcemia


A calcemia é a concentração de cálcio ionizado
no sangue, no qual o seu teor depende da ação de dois hormônios reguladores
chamados calcitonina, que é liberado pelas células C da tireoide em
resposta a alta calcemia, no qual o seu papel é a diminuição da absorção de
cálcio no intestino, e paratormônio que é liberado pela glândula
paratireoide, aumentando a absorção de cálcio pelo intestino.

A incorreta concentração de
cálcio no sangue pode levar a doenças como Osteopenia, Osteoporose ou Osteomalácia.

Essa anormalidade na concentração pode ser devido a uma
pouca ingestão de cálcio ou a doenças como Hipertireoidismo ou Hipotireoidismo,
que desregulam a liberação dos hormônios reguladores. A correta concentração de
cálcio no sangue é de fundamental importância já que este realiza um papel
muito importante em diversos processos fisiológicos, devendo se localizar em
torno de 9,4 mg/dl ou 2,4 mmol de cálcio por litro.

Da totalidade de cálcio presente no nosso organismo, apenas
0,1% está presente no plasma sanguíneo, pois 99% estão presente nos ossos e
0,9% nos dentes

O cálcio é sintetizado pelo ribossomo das células da
paratireoide. Sua ação no intestino é mediada pela vitamina D. A vitamina D
possui ações sinérgicas sobre os níveis de cálcio no sangue. A
calcitonina regula a taxa de cálcio no sangue, inibindo sua remoção
dos ossos, o que diminui a taxa plasmática de cálcio.


Hipercalcemia

A hipercalcemia corresponde a uma concentração acima da
média de cálcio no sangue (superior a 10,5 mg por decilitro de sangue).

O excesso de cálcio no sangue pode enfraquecer os ossos,
conduzir à formação de cálculos renais e interferir com o funcionamento do
coração e do cérebro.

A hipercalcemia pode ser causada pelo aumento da absorção
gastrointestinal ou por um aumento da ingestão de cálcio.


 Quais as
causas da hipercalcemia
?


As pessoas que ingerem grandes quantidades de cálcio, como
as que sofrem de úlcera péptica e que tomam leite e antiácidos que contêm
cálcio, podem desenvolver uma hipercalcemia.

Uma sobredose de vitamina D também pode afetar a
concentração de cálcio no sangue ao aumentar de forma exagerada a sua absorção
de cálcio a partir do trato gastrointestinal.

 A causa mais frequente da hipercalcemia é o
hiperparatireoidismo, no qual ocorre uma secreção excessiva de hormonas paratireoides
pelas glândulas paratireoides. A causa mais comum para o hiperparatiroidismo é
a presença de um tumor benigno numa dessas glândulas.

O hiperparatiroidismo é mais frequente nas mulheres do que
nos homens e desenvolve-se com maior frequência nas pessoas adultas e nas que
receberam radioterapia na região do pescoço.

 Existem diversas formas de cancro que também provocam
hipercalcemia, como o cancro do rim, do pulmão ou dos ovários. Alguns tipos de
cancro (próstata, mama, pulmão) podem propagar-se aos ossos, destruindo as
células ósseas e libertando cálcio no sangue.

O mieloma múltiplo (um cancro que afeta a medula óssea)
também pode levar à destruição do osso e à hipercalcemia.

 As doenças em que o osso é destruído ou reabsorvido
também podem causar hipercalcemia. Uma delas é a doença de Paget.

As pessoas imobilizadas também podem desenvolver
hipercalcemia porque o tecido ósseo é reabsorvido.

Alguns medicamentos, como o lítio, são outra causa possível.

Noutros casos, parece existir um componente genético.

Finalmente, a desidratação pode causar hipercalcemias
transitórias.

Como se manifesta a hipercalcemia?

Por vezes a hipercalcemia não se associa a quaisquer sinais
ou sintomas. Noutros casos, os sintomas são muito graves.

Os sintomas, quando surgem, resultam dos efeitos do cálcio
em diversos órgãos.

Como os rins têm de trabalhar mais para eliminar o excesso
de cálcio, pode ocorrer sensação de sede e aumento no número de micções. Podem
formar-se cálculos renais que contêm cálcio. Se a hipercalcemia for prolongada,
podem-se formar cristais de cálcio nos rins que se associam a lesões
permanentes e a insuficiência renal.

 A nível digestivo, a hipercalcemia provoca desconforto
gástrico, náuseas, vómitos e obstipação.

Os ossos tendem a ser mais fracos, o que provoca dores. Pode
ocorrer igualmente fraqueza muscular. A osteoporose associada à hipercalcemia
pode causar fraturas, deformação da curvatura da coluna vertebral e redução da
altura.

A nível cerebral, pode ocorrer confusão, letargia e fadiga.
Nas formas mais graves, pode ocorrer evolução para coma e morte.

A nível cardíaco, podem surgir ritmos cardíacos anormais
(arritmias) ou, mesmo, a morte.


Como se diagnostica
a hipercalcemia

Dado que a hipercalcemia com frequência não produz qualquer
sintoma, o quadro geralmente é detetado em análises de sangue de rotina.

Na identificação da sua causa poderão ser necessários outros
exames, entre os quais estudos por imagem.

 Como se trata a hipercalcemia?

O tratamento depende da gravidade e das causas da
hipercalcemia.

Se a concentração de cálcio não for muito elevada, muitas
vezes é suficiente a correção da causa de base.

É importante recomendar às pessoas com um funcionamento
renal normal e que têm tendência para desenvolver hipercalcemia que bebam
muitos líquidos, o que estimula os rins para eliminar o cálcio e ajuda a
prevenir a desidratação.

Quando a concentração de cálcio é muito elevada ou quando
surgem sintomas a nível cerebral, o tratamento é fundamental mediante a
administração de fluidos intravenosos e diuréticos que estimulem a eliminação
do cálcio.

Em casos mais graves, poderá ser necessário recorrer à
diálise.

 Se a causa for hiperparatiroidismo, o tratamento
passa, geralmente, pela remoção cirúrgica de uma ou mais glândulas
paratiroides.

Existem outros medicamentos úteis no tratamento da
hipercalcemia que poderão ser utilizados sempre que estiverem indicados.

Quando a hipercalcemia é causada pelo cancro, o tratamento é
mais difícil e passa pelo controlo da doença de base.

 Como se previne a hipercalcemia?

A prevenção da hipercalcemia passa pela ingestão de
quantidades adequadas de fluidos, pelo controlo do sal na dieta, pela
manutenção da atividade física.

Sempre que possível, é importante não tomar medicamentos que
causam hipercalcemia.

Uma vez que os vómitos e diarreia implicam perda de fluidos,
é importante tratar essas condições sempre que ocorram.

 

Causas

Pode ser causada devido a uma liberação excessiva de cálcio
a partir dos ossos, aumento da absorção intestinal de cálcio ou excreção renal
de cálcio diminuída:

Reabsorção óssea

Hiperparatireoidismo primário;

Hipercalcemia induzida por tumores (HIT);

Tireotoxicose;

Imobilização prolongada;

Doença de Paget óssea;

Uso de estrogênio ou antiestrogênico (p.e. tamoxifeno);

Excesso de vitamina A;

Absorção de cálcio

Excesso de ingestão de cálcio;

Síndrome milk-alkali;

Excesso de vitamina D;

Causas mistas

Lítio;

Diuréticos tiazídicos;

Feocromocitoma;

Insuficiência adrenal;

Rabdomiólise e insuficiência renal aguda;

Toxicidade à Teofilina;

Hipercalcemia hipocalciúrica familiar;

Deficiência congênita de lactase.

 

Manifestações Clínicas

A hipercalcemia pode estar associada a um espectro de
manifestações clínicas variando desde poucos ou nenhum sintoma, se a
hipercalcemia é leve e/ou crônica, até coma, se for grave e/ou aguda. Os sinais
e sintomas associados com a hipercalcemia são tipicamente independentes da sua
causa.

Pacientes com hipercalcemia leve (cálcio < 12 mg/dL)
podem ser assintomáticos, ou podem relatar sintomas não-específicos, como constipação, fadiga e depressão.
Cálcio sérico de 12 a 14 mg/dL pode ser bem tolerado cronicamente, enquanto um
aumento súbito para essas concentrações pode causar sintomas marcados,
incluindo poliúria, polidipsia, desidratação, anorexia, náusea, fraqueza
muscular e modificações no sensório. Em pacientes com hipercalcemia grave
(cálcio > 14 mg/dL), geralmente há progressão dos sintomas. Conforme a
concentração de cálcio aumenta, os sintomas podem se tornar graves e incluem
fraqueza, dificuldade de concentração, confusão, estupor e coma.

A manifestação renal mais comum da hipercalcemia é a poliúria,
devido ao defeito na habilidade de concentração da urina, levando à desidratação.
Hipercalcemia crônica associada com hipercalciúria pode levar à nefrolitíase ou nefrocalcinose.

Embora incomum, hipercalcemia grave pode estar associada
com arritmia cardíaca. A hipercalcemia crônica pode levar à deposição de
cálcio nas válvulas cardíacas, artérias coronárias e fibras
miocárdicas; hipertensão; e cardiomiopatia.

 


x

Preencha corretamente com dados válidos.




Data de Nascimento:
Para se cadastrar você deve ter 18 anos ou mais.




Já possui uma conta? Entrar
x

Informe seus dados de acesso para entrar.


Esqueci a Senha

Você ainda não tem uma conta? Cadastre-se!