AIDS, HIV, Síndrome da Imunodeficiência humana

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HIV 1 e 2


A infecção pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV) é umainfecção viral que destrói progressivamente certos glóbulos brancos do sangue epode provocar a síndrome da imunodeficiência adquirida (AIDS).

O HIV destrói progressivamente certos glóbulos brancos dosangue chamados linfócitos CD4+. Os linfócitos ajudam a defender ocorpo contra células estranhas, organismos infecciosos e câncer. Assim, quandoo HIV destrói os linfócitos CD4+, as pessoas ficam vulneráveis ao ataque pormuitos outros organismos infecciosos. Muitas das complicações da infecção porHIV, incluindo a morte, são geralmente resultado de outras infecções e não dainfecção por HIV diretamente.

O HIV é transmitido através do contato estreito com umlíquido corporal que contenha o vírus ou células infectadas com o vírus (comosangue, sêmen ou líquidos vaginais).

O HIV destrói certos tipos de glóbulos brancos do sangue,enfraquecendo as defesas do corpo contra infecções e cânceres.

Quando as pessoas são infectadas, os sintomas de febre,erupções cutâneas, aumento do tamanho dos linfonodos e cansaço podem durar dealguns dias a várias semanas.

Muitas pessoas infectadas permanecem bem por mais de umadécada.

Aproximadamente metade das pessoas não tratadas fica doentee desenvolve AIDS, definida pela presença de infecções sérias e cânceres emcerca de dez anos.

Por fim, a maioria das pessoas não tratadas desenvolve AIDS.

Exames de sangue para verificar o anticorpo ao HIV e paramedir a quantidade de vírus do HIV podem confirmar o diagnóstico.


Os medicamentos contra o HIV (medicamentos antirretrovirais)– dois, três ou mais tomados conjuntamente – podem interromper a reprodução doHIV, fortalecer o sistema imunológico e, dessa forma, tornar as pessoas menossuscetíveis a infecções, mas os medicamentos não conseguem eliminar o HIV, oqual persiste em uma forma inativa.

O exame para o HIV é feito com o objetivo de detectar apresença do vírus HIV no organismo e deve ser feito pelo menos 30 dias após aexposição a situações de risco, como relações sexuais desprotegidas oucontato com sangue ou secreções de pessoas portadoras do vírus HIV.

As infecções por HIV podem ser causadas por um ou maisretrovírus, HIV-1 ou HIV-2. O HIV-1 causa a maioria das infecções por HIV nomundo todo, mas o HIV-2 causa muitas infecções pelo HIV na África Ocidental.

O teste de HIV é simples e é feito principalmente por meioda análise de uma amostra de sangue, mas também pode ser utilizada a salivapara verificar a presença do vírus no organismo. Todos os testes de HIVpesquisam os dois tipos de vírus existentes, o HIV 1 e o HIV 2.

O teste para o HIV deve ser realizado no mínimo 1 mês após ocomportamento de risco, pois a janela imunológica, que corresponde ao tempoentre o contato com o vírus e a possibilidade de detecção do marcador dainfecção, é de 30 dias, podendo haver a liberação de um resultado falsonegativo caso o exame seja realizado antes dos 30 dias.


Como entender o resultado


Para entender o resultado do teste do HIV, é importanteverificar se é reagente, não reagente ou indeterminado além dos valoresindicados, pois normalmente quanto maior o valor, mais avançada é a infecção.


Exame de sangue doHIV

O exame de sangue para o HIV é feito com o objetivo deidentificar a presença do vírus e a sua concentração no sangue, dandoinformações sobre o estágio da infecção. O teste de HIV pode ser feito por meiode vários métodos laboratoriais de diagnóstico, sendo o mais utilizado o métodode ELISA. Os possíveis resultados são:

Reagente: Significa que a pessoa esteve e contato e secontaminou com o vírus da AIDS;

Não reagente: Significa que a pessoa não estácontaminada com o vírus da AIDS;

Indeterminado: É preciso repetir o teste porque aamostra não foi clara o suficiente. Algumas situações que levam a este tipo deresultado são a gravidez e vacinação recente.

Em caso de resultado positivo para HIV o próprio laboratórioutiliza outros métodos para confirmar a presença do vírus no organismo, como oWestern Blot, Immunoblotting, Imunofluorescência indireta para o HIV-1.Assim, o resultado positivo é mesmo confiável.

Em alguns laboratórios, é liberado também um valor, além daindicação se é reagente, não reagente ou indeterminado. No entanto, esse valornão tanta importância clínica quanto a determinação da positividade ounegatividade do exame, sendo apenas interessante para acompanhamento médico.Caso o médico interprete como sendo um valor importante do ponto de vistaclínico, pode ser solicitada a realização de exames mais específicos, como oexame de carga viral, em que é verificada a quantidade de cópias do víruscirculantes no sangue.

No caso de resultado indeterminado, é recomendado que oexame seja repetido após 30 a 60 dias para que seja verificada a presença ouausência do vírus. Nesses casos, o exame deve ser repetido mesmo que nãoexistam sintomas, como perda rápido de peso, febre e tosse persistentes, dor decabeça e aparecimento de manchas vermelhas ou pequenas feridas na pele, porexemplo.


Teste rápido do HIV

Os testes rápidos indicam a presença ou ausência do vírus eé feito por meio de uma pequena amostra de saliva ou pequena gota de sanguepara identificar o vírus. O resultado do teste rápido é liberado entre 15 e 30minutos e também são de confiança, sendo os possíveis resultados:

Positivo: Indica que a pessoa tem o vírus HIV mas deverealizar o exame de sangue ELISA para confirmar o resultado;

Negativo: Indica que a pessoa não está contaminada como vírus HIV.

Os testes rápidos são utilizados na rua, em campanhas dogoverno nos centros de testagem e aconselhamento (CTA) e em gestantes queiniciam o trabalho de parto sem ter realizado o pré-natal, mas estes testestambém podem ser comprados pela Internet. 

Normalmente nas campanhas do governo são utilizados ostestes OraSure, que testam a saliva e o teste que pode ser comprado pelainternet em farmácias online do exterior é o Home Access Express HIV-1, que éaprovado pelo FDA e utiliza uma gota de sangue.

 

Síndrome daimunodeficiência adquirida (AIDS)


A AIDS é forma mais grave de infecção por HIV. A infecçãopor HIV é considerada AIDS quando desenvolve pelo menos uma doença comocomplicação séria ou o número (contagem) de linfócitos CD4+ decrescesubstancialmente.

A AIDS é diagnosticada quando pessoas que foram infectadaspelo HIV desenvolvem certas doenças. Essas doenças, chamadas doençasdefinidoras de AIDS, incluem

Infecções sérias que ocorrem principalmente em pessoas com osistema imunológico debilitado (chamadas infecções oportunistas), incluindoinfecções fúngicas (como criptococose e pneumonia porPneumocystis jirovecii ) e infecções por herpes simples graves

Certos tipos de câncer, como câncer cervical invasivo, sarcomade Kaposi e certos linfomas

Disfunção do sistema nervoso

Uma perda de peso substancial decorrente de infecção por HIV(consumição por AIDS)


Transmissão dainfecção por HIV


A transmissão do HIV requer contato com líquidos corporaisque contenham o vírus ou células infectadas com o vírus. O HIV pode surgirpraticamente em qualquer líquido corporal, mas a sua transmissão ocorresobretudo através do sangue, do sêmen, dos fluidos vaginais e do leite materno.Embora as lágrimas, a urina e a saliva possam conter baixas concentrações deHIV, a transmissão por estes líquidos é extremamente rara, se ocorrer.

O HIV não se transmite pelo contato casual (como toque,segurar a pessoa ou por beijo seco), nem por contato de perto e não sexual notrabalho, na escola ou em casa. Não há registro de nenhum caso de transmissãode HIV através da tosse ou do espirro de uma pessoa infectada, nem por umapicada de mosquito. A transmissão ao paciente por um médico ou um dentistainfectados é extremamente rara.


O HIV é geralmentetransmitido das seguintes formas:


Por contato sexual com uma pessoa infectada, quando amembrana mucosa que reveste a boca, a vagina, o pênis ou o reto fica exposta alíquidos corporais, como sêmen ou fluidos vaginais contendo HIV, como ocorredurante uma relação sexual desprotegida.

Injeção de sangue contaminado, como pode ocorrer quandoagulhas são compartilhadas ou um profissional de saúde é acidentalmente picadocom uma agulha contaminada por HIV

Por transmissão de uma mãe infectada para o seu filho, querseja antes, durante ou depois do parto através do leite materno.

Procedimentos médicos, como transfusão de sangue quecontenha HIV, procedimentos realizados com instrumentos inadequadamenteesterilizados ou transplante de um órgão ou de tecidos infectados

O HIV tem mais probabilidade de ser transmitido se a pele ouuma membrana mucosa for lacerada ou danificada, ainda que minimamente.

Nos Estados Unidos, na Europa e na Austrália, o HIV foitransmitido principalmente por contato homossexual masculino e pelocompartilhamento de agulhas entre pessoas que injetam drogas, mas a transmissãopor contato heterossexual representa cerca de um quarto dos casos. Na África,no Caribe e na Ásia, a transmissão do HIV ocorre principalmente entreheterossexuais, e a infecção por HIV ocorre e na mesma proporção entre homens emulheres. Nos Estados Unidos, menos que 25% dos adultos que têm infecção porHIV são mulheres. Antes de 1992, a maioria das mulheres americanas com HIV seinfectava ao injetar drogas com agulhas contaminadas, mas agora a maioria seinfecta por contato heterossexual.

A transmissão de HIV pelas rotas mais comuns, ou seja,contato sexual ou compartilhamento de seringas, é quase completamente evitável(Infecção pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV) : Prevenção).


O que é o exame decarga viral?


O exame de carga viral é um exame que tem como objetivomonitorar a evolução da doença e verificar se o tratamento está sendo eficazpor meio da verificação da quantidade de cópias do vírus presentes no sangue nomomento da coleta.

Esse exame é caro, já que é feito por meio de técnicasmoleculares que necessitam de equipamentos e reagentes especiais, e, por isso,não é solicitado para fins diagnósticos. Assim, o exame de carga viral só érealizado quando há diagnóstico da infecção pelo HIV com o objetivo demonitorar e acompanhar o paciente, sendo solicitado pelo médico 2 a 8semanas após o diagnóstico ou início do tratamento e repetição a cada 3 meses.

A partir do resultado do exame, o médico pode avaliar onúmero de cópias do vírus no sangue e comparar com os resultados anteriores,verificando, assim, a eficácia do tratamento. Quando é percebido o aumento dacarga viral, significa que houve piora da infecção e, possivelmente,resistência ao tratamento, devendo o médico mudar a estratégia terapêutica.Quando o contrário acontece, ou seja, quando há diminuição da carga viral aolongo do tempo, significa que o tratamento está sendo eficaz, havendo inibiçãoda replicação do vírus.

O resultado de carga viral indeterminado não significa quenão há mais infecção, mas sim que o vírus encontra-se em baixas concentraçõesno sangue, indicando que o tratamento está sendo eficaz. É consenso nacomunidade científica que quando o exame de carga viral é indetectável, hábaixo risco de transmissão do vírus por via sexual, no entanto é importante mesmoassim fazer uso do preservativo na relação sexual.


Quando pode dar resultado falso negativo


O resultado falso negativo pode acontecer quando a pessoafez o exame em até 30 dias após o comportamento de risco que pode ter sidorelação sexual sem camisinha, compartilhamento de seringas e agulhasdescartáveis ou perfuração com objeto de corte contaminado como facas outesouras, por exemplo. Isso acontece porque o organismo não consegue produzirquantidades suficientes de anticorpos para que a presença do vírus sejaindicada no exame.

No entanto, mesmo que o teste tenha sido realizado 1 mêsapós o comportamento de risco, o organismo pode demorar até 3 meses paraproduzir anticorpos suficientes contra o vírus HIV e o resultado ser positivo.Assim, é importante que o exame seja repetido 90 e 180 dias após ocomportamento de risco para que se tenha confirmação da presença ou ausência dovírus HIV no organismo.

Basicamente sempre que um resultado for positivo não hádúvidas que a pessoa possui HIV, enquanto que em caso de resultado negativo,pode ser preciso repetir o exame devido ao falso negativo. No entanto, uminfectologista poderá indicar o que fazer em cada caso.


Através de atividadesexual


O risco de transmitir HIV é maior durante sexo vaginal ouanal quando não se usa um preservativo ou quando este for usado incorretamente.A transmissão do HIV também pode ocorrer durante o sexo oral, embora atransmissão seja menos frequente do que durante o sexo vaginal ou anal.

O risco de infecção por HIV aumenta quando o sêmen oufluidos vaginais contêm grande quantidade de HIV e/ou quando houver laceraçõesou feridas, mesmo pequenas, na pele ou nas membranas que revestem os genitais,a boca ou o reto. Assim, a transmissão é muito mais provável durante:

As primeiras semanas depois que as pessoas forem infectadasporque, neste período, o sangue e os líquidos corporais contêm quantidadesmuito grandes de HIV.

Atividades sexuais vigorosas que danifiquem a pele ou asmembranas que revestem os genitais, a boca ou o reto

Relação sexual quando um dos parceiros tem infecção porherpes genital, sífilis ou outra doença sexualmente transmissível (DST)que possa causar feridas ou lacerações na pele ou inflamação dos genitais.


Através de agulhasou outros instrumentos


Profissionais de saúde acidentalmente picados com uma agulhacontaminada com HIV têm cerca de 1 chance em 300 de contrair HIV, a menos queforem tratados o mais rápido possível após a exposição. Esse tratamento reduz achance de infecção para menos de 1 em 1.500. O risco aumenta se a agulhapenetrar profundamente ou se ela for oca e contiver sangue contaminado por HIV(como ocorre com uma agulha usada para coletar sangue ou injetar drogasilícitas) em vez de estar simplesmente coberta de sangue (como ocorre com umaagulha usada para suturar um corte).

Os líquidos infectados que salpicam os olhos ou a boca têmchance de menos de 1 em 1.000 de causar infecção.


De mãe para filho


A infecção por HIV em um grande número de mulheres em idadefértil levou a um aumento da infecção por HIV entre crianças.

A infecção por HIV pode ser transmitida de uma mãe infectadapara seu filho das seguintes formas:

Para o feto através da placenta

Para o bebê durante a passagem pelo canal do parto

Para o bebê após o nascimento pelo leite materno

Se mães infectadas não forem tratadas, cerca de 25 a 35% deseus bebês terão probabilidade de ser infectados ao nascimento e, se foremamamentados, mais 10 a 15% dos bebês, aproximadamente, ficarão suscetíveis àinfecção.

Tratar mulheres infectadas com medicamentos para o HIV podereduzir drasticamente o risco de transmissão. Mulheres grávidas infectadasdevem ser tratadas durante o 2º e 3º trimestres de gravidez, durante o parto edurante a amamentação. Realizar parto cesariana e tratar o bebê por váriassemanas após o parto também podem reduzir o risco.

Mães infectadas não devem amamentar se viverem em paísesonde a alimentação com fórmula é segura e acessível. Porém, em países onde asdoenças infecciosas e a subnutrição são causas comuns de morte infantil, e ondea fórmula infantil segura e acessível não está disponível, a OrganizaçãoMundial de Saúde recomenda que as mães amamentem. Nesses casos, a proteçãocontra infecções potencialmente fatais oferecida pela amamentação podecontrabalançar o risco da transmissão pelo HIV.

Como muitas mulheres grávidas com infecção pelo HIV sãotratadas ou tomam medicamentos para prevenir a infecção pelo HIV, o número decrianças que contraem AIDS está diminuindo em muitos países (Infecção pelovírus da imunodeficiência humana (HIV) em crianças).

Por transfusões de sangue ou transplantes de órgãos

Atualmente, é raro a infecção por HIV ser transmitida portransfusões de sangue ou por transplantes de órgãos.

Desde 1985, na maioria dos países desenvolvidos, todo osangue coletado para transfusão é testado para verificar se há HIV e, quandopossível, alguns hemoderivados são tratados com calor para eliminar o risco deinfecção por HIV. Estima-se que o risco atual de infecção por HIV através deuma única transfusão de sangue (que é submetido à triagem cuidadosa paradetectar HIV e outros vírus transmitidos pelo sangue) seja inferior a 1 em cercade 2 milhões nos Estados Unidos. Entretanto, em muitos países emdesenvolvimento, o sangue e hemoderivados não são submetidos à triagem paradetectar HIV ou a triagem não é tão rigorosa. Ali, o risco permanecesubstancial.

O HIV foi transmitido quando órgãos (rins, fígado, coração,pâncreas, osso e pele) de doadores infectados foram usados inadvertidamente emtransplantes. É improvável que ocorra transmissão de HIV quando córneas oucertos tecidos especialmente tratados (como ossos) são transplantados.


Inseminaçãoartificial


A transmissão do HIV também é possível quando o esperma deum doador infectado é usado para inseminar uma mulher. Nos Estados Unidos,foram adotadas medidas para reduzir este risco. Amostras de sêmen fresco já nãosão mais usadas. O esperma de doadores é congelado por seis meses ou mais.Depois os doadores são novamente testados para detectar infecção por HIV antesque o esperma seja usado.

Quando já se sabe que o esperma de um doador tem infecçãopor HIV, uma forma eficaz de retirar o HIV do esperma é a sua lavagem.



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